terça-feira, 14 de março de 2017

Festa em Pesqueira – Carnaval 2017

Neste carnaval, Pernambuco foi o meu destino, terra do frevo, dos blocos, do carnaval vivido e compartilhado nas ruas.

A festa tradicional do Pernambuco, está entre os desejos de muitos brasileiros quando se trata da conhecida folia. Nas cidades, os moradores locais se preparam para receber os turistas e movimentar a economia, misturar os costumes e garantir muita diversão.

Mas a grande festa da terra do frevo não esta só nas grandes cidades, como Recife ou Olinda, existe muito mais pelas terras brasileiras, a qual se tem pouco conhecimento. Conheci a cidade de nome Pesqueira, que fica a 215Km da Capital, na região do Vale do Ipojuca, Agreste Pernambucano. A cidade tem pouco mais de 50.000 habitantes, e o carnaval é a data mais esperada da vida dos pesqueirenses. Os turistas são esperados não apenas por aquecer a economia e movimentar a cidade com curiosidade e animação, os “sotaques” como eles dizem, é uma constatação maravilhosa, como se a cidade fosse privilegiada por receber tais visitantes de dentro e fora do Brasil.

A diversão é simplesmente contagiante, só fica parado quem não está vivo, o trio elétrico carrega a animação pelas ruas do centro, são blocos e apresentações, adultos e crianças que se preparam para viver e transmitir a arte da dança, do canto, da musica e da vida em fantasia.

A cidade em si é uma atração peculiar, a arquitetura do centro tem grande contraste com o resto da cidade espalhada pelos bairros. O Cruzeiro que abriga a imagem de Nossa Senhora é o lugar mais alto da cidade, ao qual eu recomendo ir à noite, a vista é realmente sensacional. Sem falar do Castelo de Pesqueira, que é uma atração à parte, orgulho dos moradores viver na cidade que parece ter uma réplica de uma das atrações da Disney, e já foi até tema de reportagem da televisão.  

Mas como nada é só festa e diversão, a terra que tanto anseia o carnaval também sofre com a falta de agua, a falta de investimentos no mercado de trabalho, entre outras situações que já enxergamos comum quando se trata do lado norte do Brasil. São tantos os problemas, e tão grandes as esperanças, que nos perguntamos por que não valorizamos as facilidades que temos em nossos grandes centros?

É comum se ouvir dizer que lugares como este são esquecidos por Deus, mas isso não é verdade,  existe vida em Pesqueira e em todo o interior do Pernambuco, existem pessoas que trabalham e que lutar por dias melhores, anseiam oportunidades e que sofrem por não tê-las. Quem se esqueceu desses lugares foram alguns políticos que deveriam ajudar as pessoas, mas não fazem nada, fingem não enxergar as suas obrigações, e não se sensibilizam com a falta do básico, e além de não ajudar atrapalham! É difícil perceber como isso é claro, e como mesmo assim continuam a labuta, trabalhando sem preder a alegria e magia do carnaval. 

Fiz novos amigos, conversei sobre politica, poesia e feminismo, também aprendi a curtir o carnaval na farra, até literalmente “quebrar a sandália”, jurei que ano que vem estarei lá, não sei se conseguirei cumprir a minha promessa, ou se visitarei outra cidade para viver mais uma experiência tão rica. O fato é que aproveitei cada minuto e curti de todas as formas imagináveis. 

No fim, o que restou foi um amontoado de confetes, serpentinas e muita gente esperançosa que espera que a vida melhore, sem que seja preciso deixar as suas origem e pegar a estrada. Com a promessa de novas águas a caminho (Rio São Francisco), a vida pode melhorar, e quem sabe tudo poderá ser ainda mais bonito no próximo carnaval.


Para hoje: Carnaval, eu quero mais! 




































quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Diário da artista - Sem internet, não é um bom sinal!

Pensa em uma pessoa com 67 anos que descobriu (algumas) maravilhas a partir do uso da internet. Pensou?
Agora pensa em um ser exagerado, querendo fazer uso daquilo que ainda está aprendendo a explorar. 
É confusão certa.

Foi quase um pesadelo passar o ano novo sem nenhum sinal de internet, e como se não bastasse tinha o meu pai, que conseguiu deixar a situação ainda mais complicada.

Assim que ele percebeu que a internet não estava funcionando fez o maior “barulho”.

Como assim não tem internet?

Foi um festival de resmungos, listou vários problemas de não ter a tal navegação:
Como desejaria Feliz ano novo para a família? E como veria o saldo do banco?  
E se alguém mandasse um e-mail?

Tentei tranquilizar ele, disse que estávamos de férias, e seria bom pra tentar se “desligar” um pouco.

Mas a quem eu queria enganar? :P

Aquilo parecia o próprio inferno!

Ele me rebateu na hora, disse que aquele era o momento de colocar as leituras em dia, já que estava de férias, e que conversaria com as pessoas, além disso, não saberia nada sobre as noticias de politica, futebol ou qualquer outra coisa. 

Estávamos numa ilha deserta, era o próprio Náufrago de noticiários, informações e notificações.

Claro que todos da casa estavam na mesma pegada que ele. “Tudo louco” 
Inclusive eu, que nem postei o que planejei sobre o ano novo... :(

Mas ele superava qualquer um, andava  de um lado para o outro em busca de um sinal para o celular, já que no notebook era impossível.

Para piorar, o sinal do 3g estava péssimo, quase não funcionava em lugar nenhum.

A aflição de não ter internet não deixava espaço para o cérebro pensar em fazer outras coisas, a busca era por um sinal em algum canto da casa, pra fazer funcionar pelo menos o whatsApp, mas era difícil, e quando acontecia era uma festa. 

O Papito ficou ainda mais impaciente durante a semana seguinte.
Sim, por um milagre ele ficou uma semana inteira sem a tal rede, mas não foi tranquilo, eram reclamações a mil.

Assim que pisei lá na sexta-feira, um novo relatório dos prejuízos causados pela falta de internet.
 Ele falou das promessas da empresa em consertar.
 Ligou na ouvidoria, falou sobre as questões que assolam o país, sob o descaso com os clientes que pagam as suas contas, lamentou por sofrer sendo um trabalhador que paga as suas contas, e que mesmo nos poucos dias de folga não conseguem lazer...

Também disse que os seus amigos do Facebook iriam desfazer a amizade,
pelo Feliz Ano Novo não dito!

Foi um longa metragem de muito dramalhão.
 Puro exagero.

Percebi como a internet não é mais um acessório, ela é a própria pessoa e as suas necessidades, como se não existisse uma outra forma de fazer as coisas, e se não temos o sinal wi-fi espera-se, no mínimo, que a rede móvel atenda as necessidades dos usuários da rede universal de comunicação.

 É uma loucura!

Diversão, informação, comunicação está tudo ligado à internet, desde os mais pequeninos aos mais velhos, estão todos "infectados" pelos benefícios e facilitadores que a rede proporciona.
 Não parei pra pensar até que ponto isto é bom ou ruim, só sei que foi muito ruim me sentir dependente, sem opções, mesmo sabendo que elas existem.  

Depois de tantas reclamações, e já conformado com a desistência de continuar a passar as férias por lá, meu pai se organizou para voltar para casa.

Enfim voltaria a civilização com rede digital. 

Minutos antes de sair, alguém da casa resolveu testar o sinal.
E advinha! 
:) :) : )  * Estava funcionando. * :) :) :)

A comemoração foi como um gol do Brasil em final de Copa do Mundo. :P

Eu não sabia se ria ou se chorava, tinha certeza que se ele resolvesse abrir o notebook seria pelo menos mais duas horas antes de sair de lá, e pegar a estrada. ;(

Mas pensa se dá pra brigar, olhem o sorriso das crianças! kkkkk




Para hoje: Internet, mais amada que você não tem! 





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Diário da artista - MOVIFEMI Um presente de 2016

Participei de um seminário sobre gênero e sexualidade.
Fui pelo trabalho, como se debater e aprender sobre o feminismo e questões de gênero pudessem ser algum trabalho pra mim.
Não mesmo! :P

Estar ali, diante de tanta diversidade e compreensão quanto às batalhas, e aos reais direitos das mulheres, e de todas as questões de gênero que geram tanta polêmica me causou muitas sensações. Parece mesmo que botamos medo neste pessoal preconceituoso...

Mas não é disso que eu quero falar, quero exaltar as coisas boas disso, apenas as boas, assim como falar dos “presentes” que recebi neste 2016 tão controverso e conturbado. Sempre existe o labo bom, e quero falar do meu, ou de parte dele.

Basta conversar comigo por dez minutos pra saber como eu AMO falar sobre as mulheres, e estas questões de direitos e respeito às diferenças, é tão natural que eu nem imagino como seria NÃO ser assim. E foi nessa dinâmica que eu conheci o Eduardo Kawamura, em uma reunião que nada tinha a ver com o assunto. Mas ele comentou que existia um coletivo feminista na escola em que ele lecionava. Os meus olhos brilharam, e o meu estomago parecia querer explodir de curiosidade.

Coletivo? 
O que seria isso para mim, sempre tão sozinha em meus ideais.
Desde menina chamada de “briguenta”, chata, ou “Ovelha Negra”.

Ao primeiro contato com as meninas  do MOVIFEMI (Movimento Feminista na escola) da EMEF Eduardo Prado,  me senti uma criança no parque de diversões, trocando ideias, rindo, e me emocionando
Um turbilhão de sentimentos!
Elas contanto as suas conquistas ainda tão jovens, foi surreal.

Saí de lá renovada, imersa em esperança e encantada por tanta energia.  Elas foram tão acolhedoras, que me senti como se fizesse parte daquilo. 
Amei. <3

Depois dessa experiência conheci mais grupos, o da EMEF Sergio MIliiet, e o da EMEF Clotilde Rosa. Percebei na prática o que é uma força coletiva, como se todas nós estivessemos de mãos dadas sem ao menos nos conhecer pessoalmente. 
 As meninas do MOVIFEMI visitaram outras escolas, falaram sobre as suas experiências, e trocaram mais ideias de como o movimento feminista acontecia na escola delas.

Para o seminário seria preciso indicações, para que os relatos sobre questões de gênero acontecessem. Claro que não podia ser diferente, foram elas as indicadas, minhas queridas amigas de luta e de sonhos que nos representaram, e como eu esperava fizeram isso divinamente.

Falaram sobre a simplicidade que consiste o direito de ir e vir como um ser humano, e como é complicado viver este direito no dia a dia quando se é mulher. Também falaram de política e de questões como homofobia e racismo. O Movifemi foi muito bem representado pela Isabela e a Larissa, e também pela Nicole, que é da EMEF Clotilde Rosa, que também esta integrada na luta nossa de cada dia.

Elas foram tão lindas e tão aplaudidas que eu pensei que fosse explodir de alegria, 
elas são a nossa voz, e como cantam bonito!

Ao finalizar as suas falas, ME AGRADECERAM, falaram sobre a nossa parceria, e o meu apoio. Meu coração ficou radiante, os meus olhos se encheram de lágrimas e a minha voz embargou.  Eu não conseguia pensar ser digna de tanto carinho...
Senti muita gratidão pela vida ter me apresentado algo tão bonito,
a generosidade de meninas tão belas e fortes.  

O MOVI FEMI representa muito mais que feminismo, ou a beleza da juventude na boca e nas ações de meninas tão corajosas, representa a esperança de mudar o mundo, de fazer do lugar em que vivemos um espaço de oportunidades para TODAS E TODOS!

Eu agradeço a cada ser que conheci neste movimento,a todos os colegas que engrossam o coro da luta por diretos, e é claro, a todas as meninas do movimento, mas TODAS mesmo, cada uma com seu jeito especial de ser.
No final do relato me senti mais jovem, mais livre e mais forte!

Em 2016, foi um prazer conhecer estas grandiosas futuras mulheres.

É uma honra fazer parte deste coletivo (acho que faço parte :P),
 e renovar as minhas energias a cada encontro, a cada novo conselho e troca de vivências.


Para hoje: Meninas, segura o mundo que ele é nosso! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Diário de um artista - Arte essencial

Fui assistir uma peça de teatro, a peça se chama "Panos e Lendas”. Fui a partir de um convite, e como dificilmente evito a arte, é claro que aceitei.
 A peça é voltada para o publico infantil, lamentei não estar com nenhuma das crianças que estão em meu convívio, seria mágico para eles, assim como foi para mim.

Mas como assim? 
Espetáculo pra criança, contadores de histórias, musicas de cantigas e lendas!

Exato, como é bom viver momentos de "Alice”, sempre que acontece procuro fazer bom uso.

Eu sei que muitas vezes não é fácil se permitir a isso, as crianças fazem isso muito bem, mas os adultos, que, aliás, são os que mais precisam sentem dificuldade em se permitir ao lúdico, como se as dores da vida e dos dias cinzentos tentassem sempre nos arrancar do riso,  assim ficamos a mercê das duras pedras, vivendo como se não existisse magia e arte.

Fico impressionada como nos vendemos fácil para a correria do dia a dia, o trabalho nos consome, e pouco é construído de benéfico dentro de nós com os frutos dele. 

Sempre cansados e esgotados pela fadiga... 
Que bom que existe a arte, o som, e que sorte conhecer a poesia. <3

Mesmo aqueles que experimentam o doce sabor de se libertar de energias ruins, não conseguem fazer disso algo simples. Acredito que temos um jeito único de sentir as coisas, mas se permitir ao universo da imaginação desafia as leis do básico dia a dia de se viver.

Fiquei a imaginar como seria a vida sem arte, creio que seria como viver em trevas, uma vida sem sonhos ou encanto, nada de respirar ares de felicidade, nem delírios de riso. Seria o caos. \0/

Após o fim do espetáculo, me pus a refletir, pensei que bom seria se todos conseguissem se abrir para sentir a arte e o seu poder de encantar e transformar em suas mil maneiras de fazer isso.

Pensei que talvez as lendas e as luzes do palco fossem partículas mágicas, que funcionam como desenvenenador de almas, retirando o ópio da vida, purificando os sonhos, e nos deixando mais leves. 
Parece até que a infância ainda vive em nós.

Não reparem nisso, ao descrever esta sensação é provável que eu estivesse sob forte efeito de substâncias intoxicas! ;) 

O espetáculo se foi, a vida continua com o trabalho, a realidade desigual, as diferenças entre os gêneros, raças e classes, nem parece que algo mudou.  Mas a arte sempre muda, e transforma algo, as dores do mundo sempre irão continuar, só quem muda somos nós, as pessoas, e somos nós os únicos capazes de mudar o mundo.



Para hoje: Que as luzes do palco sejam magia, e a vida pura poesia. 







Eu assisti a peça "Panos e Lendas no teatro do Shopping Raposo, sala Irene Ravache.
Maiores informações:
http://www.compreingressos.com/teatros/829-teatro-raposo-shopping-sala-irene-ravache

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Diário do artista: Reavaliar pra sonhar

Tive um estralo, um sopro no meu estomago me incomodou, e eu senti um gosto ruim na boca, como se tivesse mastigado alguma coisa crua, e o sabor do desgosto tivesse ficado impregnado. 
 Parei pra pensar sobre isso.

Lembrei-me de que já faz muito tempo que não escrevo, mas muito tempo mesmo, creio que quase dois meses, e isto é muito ruim. 
Quando falo de minha escrita não falo sobre contar coisas da minha vida e blá blá blá...

 A escrita para mim é como água ou alimento, é quando a alma se liberta, e os sentidos se despertam. O que seria de mim sem nenhuma expressão? 
Sem me sentir, me imaginar, viver-me. 

Passei a avaliar por que fiquei tanto tempo sem fazer aquilo que tanto amo, nem  textos curtos aqui, ou contos, ou problematizar no guerrilha feminina... Mesmo mantendo o facebook ativo e escrevendo poesias e frases curtas. 
Os textos são diferentes, é um auxilio para a minha própria construção,  crescimento pessoal e profissional, eu não posso parar, isto não seria justo comigo, na verdade isso é cruel. 

Lembrei-me de que sofri algumas decepções em campos cruciais pra mim (se é que algum campo não é ! rsrs), até pensei em escrever sobre isso, mas não consegui, não tive o ânimo necessário. 
Este é o preço de ser intensa, é um sobe e desce nas emoções que chega me dá pânico! 

Mas diante disso repensei a mim mesma, e cheguei a conclusão de que é muito mais fácil desistir a prosseguir, é preciso ser muito forte, e  realmente fazer do sonho um alimento, algo que realmente necessitamos, para que aquilo que nos faz bem faça parte da nossa vida. 

Algumas vezes o mundo e suas cobranças tende a nos sufocar, nos calar as emoções, nos roubar o tempo e nos tirar o riso. 

Decidi que mesmo tendo vivido várias coisas dignas de textos incríveis, retomarei daqui, não me lamentarei. Farei disso o meu alimento, como sempre foi, tentarei ser mais forte a cada dia.  

Mas e quanto a você. O que retirou de sua vida sem perceber? 

O que era importante, mas hoje se perdeu nos ventos do tempo e ficou na saudade e nas lembranças? 
Substituiu por algo novo que combina com a nova versão de você mesmo, ou foi substituído por fazer a felicidade de outro alguém, para assim não precisar se preocupar com a sua?  

Buscar o próprio riso não é egoismo, é se amar e cuidar de si, é se fazer importante.

Amar a vida é divino, permanecer na luta é acreditar no sonho de mudanças.  
Ter reais motivos para sorrir é fácil, difícil é perceber isso.
Vou escrever,  e cuidar para não ficar contra a melhor parte de mim. 


Para hoje: Que eu sempre perceba, antes que me perca. 






terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sem crime contra Dilma, perde a Democracia e perde as mulheres



Dilma é o meu sonho de infância. Eu já escrevi isso quando ela foi eleita presidenta pela primeira vez, e foi também dessa vez que eu chorei feito criança. Agora eu estava lá, representada por “ELA”, sim, existia o ELA no comando da nação, enfim a voz de uma mulher seria ouvida, fosse boa ou ruim, com sucesso ou não, a única coisa que me importava era ter a chance, apenas isso. Mesmo sabendo sobre as chances de erro, e tendo consciência de que o meio politico é nojento, e que as pessoas quando brigam por poder conseguem ser ainda mais sórdidas do que pensamos.

Depois de ver cada etapa da luta de Dilma, e de ter a consciência de como as coisas caminharam para isso, percebo ainda mais como somos vitimas das circunstâncias, e como a experiência nos faz falta. Nunca nos deixaram comandar, sempre nos boicotando e cedendo apenas até o ponto que lhes é conveniente, para assim exigir as respostas que nem eles sabem, e que apenas nos faz parecer ainda mais incompetentes.

Tentam convencer as próprias mulheres do quanto elas são frágeis e incapazes de decidir a própria vida, de idealizar as próprias escolhas, como se fossemos eternas inválidas intelectuais, de pensamentos limitados e atitudes improdutivas e inteligentes diante de cada situação. Mesmo quando provamos isso, tentam nos convencer de que isso não é o bastante, e não obstante tentam nos derrubar, nos deixar sempre um ou alguns passos atrás deles.

A insegurança os assola, o medo de não continuar a ser uma muleta essencial, a não decidir tudo e por todos sem que nada seja consultado, sem que as pessoas sejam tratadas como merecem, sem que as mulheres EXISTAM verdadeiramente para além de um objeto de diversão, ou de serviçal. O MEDO os assola, e nos assola.

Peço que me perdoe a presidenta, eu sei de seu embasamento e respeito a sua declaração e posicionamento ético quanto a democracia, é para mim um exemplo, porém me pronuncio como mulher e cidadã.  Hoje a democracia não perdeu mais que as mulheres, perdemos a nossa representação, a nossa cara, recuamos grandes passos em nossos direitos, nos fazem de chacota, e as mulheres nem percebem que são elas as mais ofendidas e prejudicadas. Quando  ofendem Dilma com adjetivos pejorativos direcionados as mulheres é como se o seu pior defeito fosse o de ser mulher, como se possível causar vergonha por ser tão ousada e corajosa.

Dilma, a presidenta eleita, a primeira mulher presidenta do Brasil, eleita por mais de 54 milhões de votos, inclusive o meu, esta sendo arrancada de seu cargo por que não cedeu, assim como acontece com todas nós quando não cedemos, eles nos fazem sofrer, e usam tudo o que podem para fazer isso.
Dilma de coragem e força, colocou a cabeça a premio por bandidos, e assim como já se fez um dia com Jesus, será crucificada.

Dilma, apesar de seus erros como um ser humano que é, sempre foi para mim e para muitos motivo de orgulho, continua sendo a minha representante, e mesmo sendo derrotada não permitiremos que isto nos faça retroceder tanto, sei que não desistiu da luta, e que esta serena quanto a sua missão como mulher e cidadã. Continua sendo o meu sonho de infância, e ainda me encanta com a bravura que as mulheres possuem.


Diante de uma realidade mentirosa e cínica do cenário politico, para as pessoas comuns, que se sentem cheias de razão e revolta, peço apenas para que ela seja julgada por tudo, menos por ser mulher.  


Para hoje: Dilma você não esta só, nenhuma de nós está. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Diário do artista: O voo do beija flor no Teatro. Quando a realidade vira um sonho!

Sempre que eu  posso digo como os sonhos são essenciais para validar a nossa existência, para aliviar as dificuldades, e como isso nos fornece muita energia para prosseguir.

Esta semana eu tive uma surpresa, e sim, adoro surpresas. Mas não foi uma surpresa qualquer, foi algo maravilhoso, surreal mesmo.

Em uma oportunidade vendi o meu livro de poesias  “O voo do beija Flor” para um professor de Teatro, conversamos sobre a arte da interpretação que eu também amo, e que inclusive já estudei por algum tempo, falamos sobre politica, arte e poesia, e também sobre a minha paixão pela escrita.

Pouco tempo depois ele fez contato comigo e me disse que o meu livro era muito bom, eu fiquei bem feliz, afinal quem não gosta de receber elogios?

Mas eu enquanto artista, sofro de uma estranha percepção de mim, creio que muitos artistas se sentem assim. O meu livro é algo realmente importante e grandioso, são partes de mim que poucos entendem, é uma expressão de coisas que transitam por quem eu sou, e se transforma sendo, por vezes poesia. E como é bom quando acontece assim, é um alivio e uma glória.

Então como avaliar algo que te faz tão bem!?
 As vezes  não dá pra acreditar que alguém realmente goste dessas percepções. :P

Escrever pra mim é mais que profissão, eu entendo que não vou enriquecer vendendo livros, ideias e sonhos, mas eu sonho em transmitir uma mensagem de amor, esperança e reflexão, entre outras coisas que pensamos quando escrevemos e divulgamos algo.

Mas esta semana o Naidson ( o professor de teatro) me chamou para conversar, e disse que tinha uma proposta a respeito da minha obra. Fui até ele, cheia de lisonjeio e curiosidade, e recebi uma noticia que me deixou extasiada até agora.

O voo do beija flor vai se tornar uma peça de Teatro!
 O meu singelo beija flor ainda tão jovem e inseguro irá alçar voos maiores. <3




A peça será interpretada por jovens do ensino médio, tão belos e valorosos que chega emocionar. Eu assisti o ensaio e me enxerguei em cada um deles, como se eles tivessem me desvendando por dentro, e enxergado a força e o amor que eu não sabia que possuía.

 Foi delirante!

Assim a realidade se faz sonho, e o desejo antes inexistente, agora faz parte de mim e de toda a minha esperança e vontade.

 O grupo de Teatro comandado por Naidson é formado por Ygor, Giusepp, Kaik, Gabriel, Ana, Hillary, Lucas, Lucas Oliveira e Kaio. Todos eles gostaram de me conhecer, e digo isso com segurança, estou aprendendo a perceber algumas coisas sem que seja preciso alguém dizer. 
Eles pareciam encantados com a autora dos versos que estão ensaiando. Mas ainda são muito jovens, mal sabem que ninguém ficou mais encantada que eu. <3

Para Hoje: Beija flor, se tuas asas doem por que o voo foi maior que o esperado não lamentes, pois certamente a paisagem valeu a pena.